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O valor do sobrenome de uma família não está na sua forma de escrever ou pronunciar, mas sim na maneira com que o grupo trata e mantém a sua história. Pensando nisso, nos últimos dias 3 e 4 de julho, a família Pompeiano realizou, no Hotel Green Hill, mais um encontro familiar que vai ficar marcado na vida de todos.
A reunião acontece há 29 anos e costumava ser realizada nas casas das tias e até mesmo no sítio de uma delas. A vontade de buscar conforto e propiciar tranqüilidade durante a interação fizeram os Pompeiano buscar um local que se aproximasse ao máximo do clima aconchegante e natural, tão apreciado pela família.
O sobrenome que caracteriza a união do grupo inicialmente veio do Senhor Alfredo Pompeiano, que teve 5 filhas com a herdeira do nome, Dona Izabel Mendes Pompeiano. Os encontros tiveram início quando a matriarca decidiu reunir a família, temendo os inevitáveis reflexos do auge de seus 80 anos. Ela não somente participou de mais 11 encontros, como a sua lembrança é mantida com carinho até hoje, pelos sucessores que participam da confraternização anualmente.
Hoje quem toma frente da organização são as filhas da Dona Izabel, Maria Elizabeth Pompeiano Paranhos e Luiza Maria Pompeiano Facio; e a neta, Luciana Pompeiano Facio. Para Luiza, a distância entre muitos dos familiares dissipou a convivência dos integrantes mais novos: “Esse encontro permite que, ao menos uma vez ao ano, as pessoas possam se ver, se abraçar e manter a união que sempre priorizamos”.
De acordo com Luciana, a escolha do Green Hill se deve, principalmente, ao espaço verde oferecido, pois a maioria dos primos é morador de centros urbanos, não estando acostumados com espaços naturais. “Alguns integrantes da família vivem em Portugal, Nova York, Cingapura, São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Os moradores dos grandes centros não estão acostumados com a tranquilidade que a natureza proporciona. E por que não aliar o bem-estar ao encontro de quem amamos?”, afirmou Luciana.
Cerca de 40 pessoas, de 02 a 80 anos, participaram da confraternização, que teve como diferencial a falta de preocupação com as crianças. Luciana explicou que o hotel, por possuir uma ampla área de lazer, recebeu todos de maneiras específicas. “As crianças puderam se divertir no parque e os adolescentes ficavam em grupos nos computadores, isso possibilitou o encontro de gerações e permitiu que os adultos recordassem suas histórias”, completou.
O pequeno Matheus Facio Rezende, de apenas 8 anos, declarou à sua maneira os momentos vividos no local. “Eu adorei o final de semana no hotel porque lá é muito bom e eu brinquei muito na área da piscina, minha prima até caiu nela”, relatou.
O sobrenome Pompeiano, para muitos, já não faz parte das carteiras de identidade. O inevitável surgimento de novas gerações se encarregou da perda da marca italiana, mas a importância familiar que a palavra carrega, esta sim, vai pertencer sempre aos integrantes deste grupo, que destacam com orgulho a união e o pertencimento a essa família.